sábado, 19 de agosto de 2017

[POSSANTE VIRTUAL] AI, minha consciência...!

Mandei um e-mail para o Tito Tilp a respeito das conversões dos Divisão 3 para RFactor.
Queria uma resposta clara e objetiva. Do por quê aquilo tudo se perdeu.

Eis a resposta:

...oi.
durante a época das tempestades de 2016, nossa casinha acabou indo abaixo, com tudo o que tinha dentro.
a enxurrada levou tudo, incluisive o meu pequeno estudio, e todo o equipamento.
apesar de ter backup de grande parte dos arquivos, muita coisa foi perdida.
todos os projetos estão parados, porque, no momento, não tenho nenhum computador disponivel, nem previsão de quando vou conseguir repor parte do meu equipamento.
para piorar, estou sem trabalho.
com a ajuda de uma galerinha , estou concentrado em construir um novo abrigo, para minha mãe e eu.
por enquanto, estamos "acampados" na garagem da casa de um irmão.

os projetos serão retomados tão logo seja possível, depois de estarmos instalados.
 
obrigado por seu interesse.
 
abç.
 
tito
 
Pensa numa consciência pesada...

Sem mais.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

[POSSANTE VIRTUAL] Três conversões e um bebê

Tive acesso a uma pequena ferramenta que permite desfazer aquelas criptografias chatas da Reiza, e converti três mods que originalmente eram para Game Stock Car Extreme/Game Fórmula Truck.

Sprint Race

Fórmula Truck Retrô

E, last but not lrast... Copa Montana!

Já o "Bebê" é um mod exclusivo de um site de AV, que com certeza seria perdido, não fosse pelo desprendimento co caríssimo João Gilberto, que participou do campeonato. É um mod de corrida de camionetes, com a Chevrolet Montana (Não a "stock", a de rua mesmo!), a Volkswagen Saveiro e a Peugeot Hoggar
O único porém é que o mod é para Race07, um primo distante do GTR2. E até agora, não achei sequer um tutorial decente para conversão....
Mas tá salvo do esquecimento, isso é o que importa!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

[POSSANTE VIRTUAL][RFactor] Mod "Divisão 3", sabe quando? NUNCA!!!

Geralmente não sou de me revoltar tão fácil com coisas do mundo virtual, como games, e tal.

Mas pra tudo tem um limite, especialmente quando se trata de História do Automobilismo Brasileiro.

Houve uns anos atrás um tal de "Projeto Pinico Atômico", cuja bola foi levantada por vários blogueiros que gostam de automobilismo. A ideia era juntar o máximo de informação possível a respeito dos Pinicos Atômicos, como eram conhecidos os Fuscas de Divisão 3 na época. Beleza, juntaram bastante informação, e o Tito Tilp, que mexe com RFactor, resolveu soltar uns "teasers" pra animar a galera que gosta de automobilismo histórico e automobilismo virtual.


E não eram só fuquetas, não, também tinha Fiats.

Mas OK, continuemos no cerne do tópico. Comecei a seguir o blog do Tito, esperando pela bendita hora em que o mod Divisão 3 fosse liberado.... Foi assim por meses. Por pouco mais de um ano. Na verdade, o mod estava prometido fazia bem mais tempo, e nada.

Até que no vídeo com uma demonstração dos Divisão 3 (Acima), alguém pergunta, e eis a resposta do youtuber streettracks, quem postou o vídeo:

... infelizmente, era um mod "privado", e foi completamente perdido.

Um. Mod. Privado. Completamente. Perdido.
Sabe qual é a sensação que me dá? De que o pessoal pensa assim:

"Cara, me enchi disso, eu vou apagar meus meses de trabalho e dedicação porque não quero que o pessoal fora da minha panelinha jogue com a minha obra-prima nos computadores deles" - ESSA é a impressão.

Fica aqui a minha revolta, indignação, tristeza, estupefacção, frustração e outros (maus) sentimentos indescritíveis. Faltam palavras, sério.

Primeiro, porque o mod fazia parte do projeto.
Segundo, porque o projeto visava PRESERVAR a memória dos lendários corredores da Divisão 3. Logo, torná-lo privado era ilógico, e perdê-lo, MAIS ILÓGICO AINDA!
É tipo, um arqueólogo que, ao ver um vaso de cerâmica da Grécia Antiga, fizesse uma réplica dele visando dar acesso àquela cultura a todos, e resolvesse manter a réplica para si e depois jogar o vaso num triturador.

Fica aqui, também, a minha recomendação para os modders de simuladores de corrida:

NÃO SEJAM MISERÁVEIS!
Compartilhem seus trabalhos, vocês também serão beneficiados com isso!
Egoísmo é ruim. "Panelismo" é egoísmo de uma rodinha de amigos, e também é ruim.
Publiquem seus mods privados. Não sejam mesquinhos, não sejam miseráveis.

Nem todo mundo que gosta de automobilismo gosta de slot car, fica a dica

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Circuitos de Rua obscuros do Brasil

Quando brasileiro quer correr, ele entra numa federação ou liga ou clube, se encaixa em uma das categorias disponíveis, gasta um tutu básico para preparação (E mesmo aquisição) da máquina, e vai para um autódromo, certo?

Quase.

Quando não há autódromos disponíveis, e é interessante levar o esporte a motor para uma certa localidade, o que é de praxe se fazer?

Um circuito de rua.

Muitos se tornam tão conhecidos que acabam virando atração turística (É o caso de Mônaco, por exemplo), outros são montados temporariamente apenas para um evento específico e depois, desaparece como se nunca tivesse existido (Caso do circuito de rua do Anhembi para a Fórmula Indy, por exemplo).

No Brasil, circuitos de rua eram uma tradição nos tempos das antigas, tínhamos o famoso Circuito da Gávea, conhecido como "Trampolim do Diabo" dada a sua periculosidade, e diversos circuitos montados em diversas cidades ao longo dos anos. Atualmente, os dois circuitos de rua em atividade no Brasil fazem parte do calendário da Stock Car: Salvador-BA e Ribeirão Preto-SP. Mas já tivemos uma baita pista na Via Expressa Sul, em Florianópolis-SC, e outra na Enseada do Suá, em Vitória-ES, conhecida como a "Mônaco Brasileira". Nessas duas pistas citadas, corriam até os Fórmula 3.

Com o advento das Ligas Independentes, essas iniciativas podem voltar a surgir.

Quando Geraldo Backer ainda estava vivo, a Fórmula BKR tinha, em sua categoria de turismo (BKR Sport), corridas no autódromo que então se chamava Mestre Álvaro (Serra-ES), no circuito de rua da Enseada do Suá, e vez por outra uma prova em um circuito de rua improvisado em alguma parte do Espírito Santo. Estarei pesquisando esses circuitos de rua misteriosos e desconhecidos e, se eu conseguir, postarei seus traçados aqui.

Com a ajuda de um vídeo e do Google Maps, tendo a Pousada Quebra-Mar como ponto de referência, encontrei o circuito de rua que foi feito na cidade de Conceição da Barra. Como é uma cidade litorânea, propensa ao turismo, pareceria óbvio que montar um circuito ali seria boa ideia.

Eis o traçado. A  curiosidade fica por conta da área de pits, que ficava numa rua adjacente. Uma prova de que QUALQUER cidade pode sediar uma prova de automobilismo de baixo custo.
.E segue aqui um vídeo (Bem malfeito, perdoe a sinceridade!) de uma prova da BKR Sport nesse mesmo circuito!

Boa Notícia: Curitiba não vai mais fechar!

Como sempre, mais uma notícia que estou dando atrasado. Acho que vou inaugurar uma nova seção no meu Blog, "Barrichello News"! xD

Depois de uma óbvia repercussão negativa por parte da opinião pública, o Autódromo Internacional de Curitiba (Localizado na cidade vizinha de São José dos Pinhais-PR) não vai mais ser fechado, para alívio do pessoal que sobrevive do esporte a motor naquela região.

Os defensores do condomínio até disseram que o traçado seria preservado, para fins históricos e corridas particulares, mas a história não colou.

Esporte a Motor 1, Especulação Imobiliária 0!

Abaixo, a notícia na íntegra (Fonte: Gazeta do Povo)

Direção muda de ideia e desiste de fechar Autódromo Internacional de Curitiba

 Após uma reviravolta, o Autódromo Internacional de Curitiba (AIC), em Pinhais, não será mais fechado no final de 2016. Pelo contrário, o local continuará recebendo corridas por tempo indeterminado. Para alívio dos fãs de automobilismo. 

O circuito inaugurado em 1967 estava com os dias contados: a direção do AIC havia confirmado oficialmente no início do ano que a área seria transformada em um empreendimento imobiliário misto, com condomínio residencial e escritórios. A pista, por sua vez, seria mantida apenas como ‘recordação histórica’, para utilização em eventos privados.
Para a felicidade dos amantes das corridas, este cenário mudou radicalmente. “Em função das boas perspectivas de futuro, vamos manter o autódromo por tempo indeterminado”, confirma Jauneval de Oms, o Peteco, presidente da AIC. Peteco revela apenas que a transformação do lugar em um empreendimento imobiliário se ‘tornou inviável’.
“É uma notícia importante para o estado do Paraná e para o automobilismo brasileiro. São poucos os autódromos que existem hoje no país e muitos estão prestes a fechar. Hoje já existem uma comunidade independente de equipes, pilotos e negócios satélites no Paraná”, prossegue.
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Ainda em novembro de 2015, surgiu a informação de que o AIC estava prestes a fechar. Em janeiro de 2016, a direção do autódromo oficializou o fechamento. Inicialmente, a data para o fim das atividades automobilísticas do local foi marcada para junho de 2016. Em seguida, a direção do autódromo confirmou o adiamento do prazo para dezembro.
Em março deste ano, o AIC recebeu uma das etapas da temporada 2016 de Stock Car, na que seria a corrida de despedida da categoria na tradicional pista.

Reações negativas

O possível fechamento do autódromo gerou reações negativas no mundo automobilístico. Frequentador assíduo do AIC desde a década de 1970, o jornalista Reginaldo Leme, da Rede Globo, revelou tristeza com o episódio. “É o lugar que me sinto mais em casa. Veja bem, mais até do que em Interlagos, onde vou há mais tempo”, lamentou, em fevereiro deste ano.
Já o piloto curitibano Raul Boesel, que dá nome ao circuito, disse estar chocado. “A gente não quer acreditar. É uma grande surpresa em ao mesmo tempo um grande desapontamento”, desabafou.
O até então iminente fechamento também havia sido criticado por pilotos paranaenses. “Para construir estádios para times medíocres, em lugares que não existe sequer público, gastam bilhões. Para conservar um autódromo em um local onde gera atenção e receita, aí não tem dinheiro”, disparou Gabriel Casagrande, que nasceu em Francisco Beltrão.
“É triste porque estão acabando os autódromos. Os governos não têm projetos para futuras pistas. Estamos perdendo uma por ano, o que não incentiva o esporte, não forma pilotos e vamos acabar ficando escassos de talentos”, reforçou o toledense Ricardo Sperafico.

 

As novas placas do Mercosul já estão em vigor!

Com exceção do Brasil, naturalmente atrasado e meio avesso a mudanças, os carros zero-quilômetro dos países do Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela) estão emplacando seus carros com uma placa-padrão, estilo europeu.

A numeração das placas muda com o país, sendo a mudança mais radical acontecendo com as placas da Argentina e do Brasil. As placas do Uruguai praticamente não mudaram, assim como as da Venezuela, e as do Paraguai acresceram uma letra a mais.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O MIMIMI da FASP com as Ligas Independentes

O que parece ser, a princípio, uma boa ideia para resgatar o automobilismo de raiz, que foi fundamental para a formação das lendas do volante que nós tivemos, parece estar mexendo com os brios da maior federação de automobilismo do Brasil, a FASP.

Isso porque A SP Turis, administradora so Autódromo de Interlagos, autorizou o uso do espaço para um campeonato que está sendo organizado por uma das ligas independentes, a Liga Desportiva de Automobilismo.

Por décadas, o automobilismo paulista tem se restringido a Interlagos ou às provas de velocidade na Terra, e o asfalto interlacustre tem sido cada vez menos e menos acessível, dadas as demandas da FASP, cada vez mais exigentes. As ligas independentes surgiram justamente para driblar esse imbróglio. E, com dois autódromos curtos - ECPA, em Piracicaba, e Speed Park, em Franca - o automobilismo paulista de raiz não precisaria ser mais dependente de Interlagos. Mas era Interlagos que as ligas queriam, e foi Interlagos que a SP Turis, administradora de Interlagos, cedeu na forma de um Termo de Ajuste de Conduta.

Quem não gostou nada disso foi a FASP, que rapidamente soltou um comunicado-prensa, ameaçando os pilotos filiados que ousassem participar desse "evento pirata"(sic).
Segundo a própria FASP, a única Liga Independente que ela reconhece é a Liga Paulista de Automobilismo, responsável pelas provas de kart da Granja Viana, e algumas provas (Em especial de arrancada) no circuito da ECPA em Piracicaba.
Claro, ECPA não é Interlagos...
E a LDA não deixou por menos, rebatendo os argumentos da FASP em um comunicado próprio.
Só meus dois centavos: Já houveram, pelo menos duas outras tentativas de se criar ligas independentes de automobilismo. Uma delas foi a LIA de ninguém menos que Nelson Piquet. Tinha ESPRON, tinha Fórmula Petrobras e, lógico, tinha juras de morte da CBA. A LIA se foi, e o Piquet foi rastrear caminhão via satélite, e ganhou rios de grana com isso. Outra delas foi a LIVRE Brasil, também querendo preencher lacunas que a CBA não queria ver preenchidas, mas aí o caso deve ter sido falta de confiança dos pilotos e equipes. O site ainda está lá, mas a única prova agendada é a 1ª Etapa da Copa Oeste de Veloterra de 2015 - Repetida quatro vezes. Mas, em ambos os casos, foi uma tentativa de questionar o poder da CBA. Agora, estão fazendo mais na maciota, tentando ganhar a simpatia da CBA para corridas a nível regional para - Quem sabe um dia? - Darem o bote fatal.
O curioso é que as duas empresas ainda constam como ativas. Foi mal, Piquet, mas não achei o logotipo da LIA, então eu improvisei um. xD